Chega de humilhação e exploração
O Sindilimp-BA enviou ofícios para Procuradoria Geral do Estado (PGE) e para as Secretarias de Educação, Finanças e de Administração do Estado exigindo uma providência do governo em relação aos constantes atrasos nos pagamentos e condições inadequadas de trabalho aos funcionários terceirizados. A direção da entidade critica também a implantação do programa de metro quadro limpo, ou seja, o número de funcionários que atuam na limpeza é determinado pela área do local, como por exemplo, uma escola. Isso tem sobrecarregado os trabalhadores e o serviço tem se mostrado insuficiente.
Os casos mais graves são os dos trabalhadores em limpeza, terceirizados que atuam na Secretaria de Educação, porém, eles ocorrem em todas as demais. Além da sobrecarga de trabalho, os funcionários ainda enfrentam o calote. Queremos que o governo estadual tome medidas imediatas porque com o desespero e as dificuldades dos trabalhadores não se brinca.
Por conta de não estarem recebendo o que têm direito, torna-se inviável o deslocamento dos trabalhadores aos seus respectivos postos de serviço, ausência essa que vem tornando-se comum nos últimos dias e deixado os locais, em especial as escolas estaduais, sem a menor condição higiênica de ser freqüentados.
Temos informações concretas que em algumas escolas a limpeza, asseio e conservação só está se dando em razão da ação da direção da unidade escolar e solidariedade e união de funcionários, professores e comunidade que fazem mutirão de limpeza para não deixar a escola imunda. Será que isso é o ideal para uma política de Estado para a Educação?