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Eleições 2008: Além de nomes, rótulos e
siglas queremos propostas de mudanças

*Luiz Carlos Suíca

É preciso que façamos uma séria análise crítica do processo eleitoral que estamos enfrentando em 2008. Como membro da categoria dos trabalhadores em limpeza tenho o sentimento que a população apresenta uma profunda desconfiança dos políticos de todos os partidos que pretendem nos representar.

Os problemas sociais, apesar de certo avanço nesse campo, continuam. Os escândalos de corrupção se sucedem e o enfrentamento das necessidades básicas da população não foi resolvido, em especial no atendimento público na saúde e educação.

A verdadeira democracia pressupõe uma participação efetiva da população seja diretamente ou através de suas entidades representativas.

Os parlamentares com origem popular ou eleito com o voto dos setores mais excluídos decepcionaram. Há um evidente abatimento dos movimentos populares e o triste exemplo disso foi o que vimos nas comemorações do 1º de Maio. Três centrais sindicais realizaram três atos separados e nenhum juntou muita gente mesmo com atrações musicais e outras atividades.

Tenho convicção que os velhos rótulos estão gastos e não conseguirão ficar explicitados nas eleições de 2008. O que é ser de ”esquerda” nestas eleições? O que me importa nas eleições deste ano são as propostas e os compromissos assumidos com a maioria da população.

O Partido dos Trabalhadores, ao qual sou filiado, decepcionou na Prefeitura de Salvador. Saiu no dia 8 de abril da gestão municipal e largou o barco do prefeito João Henrique. Uma decisão certa tomada na hora errada. O que qualquer candidato do PT vai dizer contra a atual administração se ocupou quatro importantes secretarias, roeu o osso até quase o final e saiu aos 45 minutos do segundo tempo?

A prévia petista demonstrou uma grande divisão no partido e a vitória do deputado federal Walter Pinheiro só foi conquista graças aos métodos, digamos assim, heterodoxos do deputado estadual J. Carlos e sua estrutura montada no Subúrbio Ferroviário.

Queremos que as candidaturas que os partidos apresentaram para gerir as cidades, em especial Salvador, sejam baseadas em programas e compromissos claros. Demagogia, discursos inflamados não convencem mais ninguém. Chega de ações partidárias com base em conchavos políticos que estão longe de interessar às reivindicações populares.

Creio que já passou do momento de votarmos pensando em propostas e não em rótulos ou pessoas carismáticas com suas propostas demagógicas.

Tenho convicção, apesar de todas as críticas que fiz até o momento, que uma nova prática política não só é possível como necessária. Esperamos por uma nova política íntegra, ética e voltada para os interesses populares Não é possível que o poder sobreviva muito tempo dentro dos moldes atuais de representatividade. Por isso, resta-nos torcer pela boa recuperação da política que adoeceu.

Quem enfrenta os graves problemas sociais em uma cidade desigual como Salvador, vivendo sob condições indignas, tem pressa. Que este processo eleitoral de 2008 abra um caminho concreto para melhorar as condições de vida da maioria da população. Chega de privatização da saúde, de abandono do transporte coletivo, de baixos salários para os professores municipais. A disputa eleitoral é um momento privilegiado para disputar idéias com a sociedade.

Finalizando, sem preconceitos, fanatismo ou rótulos, queremos que a administração municipal que saia das eleições de 2008 faça a inversão de prioridades no investimento do orçamento das cidades e a necessidade de universalização das políticas públicas, ou seja, o direito de alguns deve ser substituído pelo direito de todos.

É preciso uma administração que aceite a cidade como o conjunto de sua população e que de fato sejam feitas as mudanças necessárias na cidade.

*Luiz Carlos Suíca é coordenador do Departamento Jurídico do Sindilimp-BA (Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia)


 

“ Política nada tem haver pura e simplesmente com partidarismo: Política é antes de tudo uma tomada de posição frente ao mundo, Política é assumir posição”

Há uma necessidade muito grande de estabelecer canais de dialogo com outras instancias políticas, a nossa categoria precisa , necessita cada vez mais consolidar o processo de formação política, por ela é inerente ao ser humano por isso recomendamos a “navegação” nos seguintes sites:

www.pt.org.br

È de extrema necessidade que conheçamos os processos e as discussões que envolvem o Partido dos Trabalhadores, se faz necessário hoje “conhecer para participar”, conhecer para criticar” e “conhecer para construir”. Vá lá!!!!! E construa !!!!

www.politicabrasileira.com.br ( Notícias de Estudos Políticos , sócio-econômicos e ciências sociais)

Aqui poderemos encontrar alguns textos para que possamos ampliar nossos olhares sobre o que política ? Qual é a necessidade de sermos pessoas politizadas ?

www.dieese.org.br

http://noticias.uol.com.br/fernandorodrigues/politicosdobrasil/

Coloca a disposição do internauta um banco de dados que muitos políticos preferem ver inacessíveis. São declarações de bens dos candidatos, acompanhando informações com numero de CPF e um detalhamento muito legal, da vida daqueles que querem se tornar de alguma forma nossos representantes. Vá e fiscalize !!!!!


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